Zizi Pedruco
Morreu Alarico Fernandes. Para quem não sabe, ele era o meu tio, irmão mais velho da minha mãe. Não o via ou falei com ele há mais de 50 anos; a última vez que o encontrei foi no aeroporto de Díli, no dia 1 de agosto de 1975, quando ia embarcar para Portugal para tratar da minha asma.
Não venho aqui brincar de advogada do diabo nem defender o meu tio Mano, era assim que o chamávamos. Venho, sim, demonstrar o meu repúdio e nojo pelas publicações que a Rosa Carrascalão, irmã de Ramos-Horta, colocou no Facebook, em que chama o meu tio de assassino.
Vi dezenas de publicações de pessoas a insultar o meu tio após a sua morte e eu não disse nada. Eu cresci longe dos Fernandes e perto dos Pedrucos, por isso ouvi muitas histórias sobre o meu tio de pessoas afetas à UDT, a maioria dos amigos do meu pai. Como dizia a minha avó Maria: “Tu és da má raça”, referindo-se à família Pedruco, isso mesmo, avó!
A minha mãe ficou triste com o que viu, mas eu disse-lhe que teria de aceitar e compreender o sofrimento de outras pessoas, das suas famílias e os traumas causados pelo irmão. Não há outra forma de continuar o processo de luto sem aceitarmos que haja acusações ao meu tio.
Dentro da minha própria casa, um familiar de alguém que me é próximo recusou-se a receber-me porque perdeu os filhos em Aileu. Eu disse ao meu marido: eu faria o mesmo, eu compreendo. Também tenho filhos e nem consigo imaginar a dor desta senhora.
Não vale tudo na guerra. Uma vez, uma senhora contou-me uma história tão horrível sobre o meu tio que não consegui dormir durante dias. Ainda hoje tremo ao lembrar-me.
Mas insurjo-me contra as publicações da Rosa Carrascalão, porque as considero irónicas e patéticas. Ela foi casada com João Carrascalão, para mim o maior carrasco da história de Timor-Leste. Foi ele quem chamou os indonésios, quem começou a guerra civil, quem cavou o caminho para a integração indonésia, causando a invasão de 7 de dezembro de 1975 e a morte de mais de 200 mil timorenses. Tenho a certeza de que João Carrascalão não passou pelo purgatório, foi direitinho para o Inferno.
Cala-te, Rosita! Tu, tal como a família Fernandes, também tens telhados de vidro, oh, se tens!
Foi pena que, quando o meu pai e a minha mãe vos pagavam, a ti e ao teu marido, almoços e jantares, enquanto os chulavas, nunca tivesses trazido o Alarico Fernandes para a mesa. És uma oportunista, tu e a tua cambada! Lembras daquela vez que o meu pai vos levou para um restaurante, “O Tachadas”, em 1994? Eu estava em casa dos meus pais quando vocês lá apareceram e o meu pai levou-vos para almoçar. Eu não fui convosco, nunca gostei de ti, sempre te achei cínica, sacana, impressões minhas!
Quando vocês voltaram do restaurante, o teu marido de repente ficou pálido e começou a esbracejar super nervoso, tinha esquecido no restaurante a mala dele. Ainda te lembras o que estava dentro da mala, ou estás a fazer-te esquecida? Pois… a mala estava cheia de dinheiro. Até hoje pergunto a mim mesmo como é que um casal que vivia em Cabramatta tinha tanto dinheiro? Tu lá sabes, eu não faço acusações como tu, só perguntas. Recuperaram a mala, mas apanhaste um susto, não foi, Rosinha? Tanto dinheiro…
Enquanto chulavas os meus pais, não te vi preocupada com o Alarico Fernandes. Um bocadinho de amizade e solidariedade para com a minha mãe, que sempre foi vossa amiga, fazia de ti uma grande pessoa. Mas como eu digo, tu és mesmo uma mulher que não vale nada, nem para mulher a dias serves; não fosse Timor e estavas a limpar casas de banho, se calhar nem isso! Pessoas como tu não prestam mesmo. Pela minha mãe, pelos anos que vos pagou almoços e jantares, pelo prato onde comeste, devias ter tido mais consideração, não pelo meu tio, mas pela minha mãe! És pior que Satanás, és nojenta!
Já agora, e aquela história de ser procurador , detenção em Sydney e supostas acusações de roubo, como ficamos? E aquelas alegações de um crime supostamente cometido pelo teu irmão Zé contra uma rapariga menor durante a guerra civil, se forem verdade, o Zezinho também vai direitinho para o Inferno fazer companhia ao teu marido. Conta lá no teu Facebook também, Rosinha, conta lá! Hmmmm… isso já não deves querer contar…Cobardolas!
POR QUE NÃO TE CALAS, SUA DESCARADA?
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