quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

André Ventura acusa timorenses e indianos de transformar Portugal numa “selva”

Zizi Pedruco 

O candidato à Presidência da República de Portugal  pelo partido Chega afirmou hoje, numa publicação no Facebook, que os timorenses estariam a contribuir para transformar Portugal numa “selva”.

Num vídeo divulgado na mesma rede social, acusa timorenses e indianos de estarem envolvidos em confrontos em Fátima e defende que é necessária uma mudança no país para pôr fim ao que classifica como uma “selva”.

“Indianos e timorenses à luta em Fátima. É preciso parar a selva em que Portugal se está a tornar!!!”, disse.

Nos comentários, a maioria dos seguidores do candidato apelou à deportação de estrangeiros envolvidos em distúrbios.

“Eu resolvia isto num instante. Qualquer estrangeiro que criasse distúrbios era deportado e ficava impedido de voltar a entrar em Portugal!”, escreveu uma apoiante.

Embora goste muito pouco do líder do Chega, considero que a situação é, de facto, preocupante. As autoridades - palavra que até me custa usar quando penso em figuras como o palhaço Ramos-Horta e o corrupto Xanana Gusmão - têm o dever de atuar, pelo bom nome dos timorenses e de Timor-Leste.

Uma amiga minha  timorense, que regressou recentemente de Timor-Leste, contou-me que “os jovens estão perdidos, sem perspetivas de futuro, e que a violência nesta faixa etária tem vindo a aumentar no território".

Não me surpreende, por isso, que a nossa juventude esteja cada vez mais violenta e sem rumo. A culpa não é deles, mas de quem desgoverna Timor-Leste há décadas, saqueando os cofres do Estado para benefício próprio e dos seus familiares. Um dos casos mais gritantes é o da irmã mais nova de Ramos-Horta, Licinia Ramos-Horta, que abandonou o seu trabalho em Portugal para assumir funções de assessora, auferindo milhares de dólares por mês. Vergonha é algo que estas figuras simplesmente não conhecem.

A emigração descontrolada e o desespero de muitos jovens timorenses não surgem do nada. São o reflexo direto de décadas de má governação, corrupção e ausência de políticas sérias de emprego e educação.

Todavia, não se vislumbra no horizonte qualquer esperança de verdadeira mudança em políticas para a juventude. Estamos perante um governo que não sabe governar e um Presidente da República que já apresenta sinais evidentes de declínio cognitivo. 

Ramos-Horta criticou duramente o governo anterior e prometeu uma mudança “radical”, mas as viagens com comitivas maiores do que as do Papa parecem ser mais apelativas do que governar o país.

Importa sublinhar que comportamentos violentos, quando existem, dizem respeito a indivíduos concretos e nunca podem ser generalizados a comunidades inteiras. Muitos timorenses vivem e trabalham honestamente em Portugal há décadas e não podem ser confundidos com atos isolados.

Podem ver o vídeo aqui. 

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