segunda-feira, 28 de julho de 2014

Problema Ambulansia Rezolvidu

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Timor Post - 26 de Jullu 2014

Díli- Diretor Dirésaun Nacional Servisu Apoiu Hospitalares I Enkamiñamentu Ministeriu Saúde, Horasio Sarmento, hatete problema falta ambulánsia sei resolve iha fulan agosto.

" Problema ambulansia sei resolve iha fulan agosto, tanba agora dadaun téknika husi Telekmsel sei monta JPS, nune´e ami bele monitoring ambulansia sira," dehan Horasiu ba diariu Timor Post iha nia servisu fatin, Kaikoli, (25-7).

Alende monta JPS sei monta mos instalasaun ba kareta ambulansia sira ne´e hotu nune'e bele halo komunikasaun ne´ebé di´ak.

"Radio komunikasaun chanel kareta nian, ministeriu saúde iha repíter mesak sei utiliza liña polícia nian, AMI sei kordena ho polícia atu nune kartik programa radio chanel kareta monta hotu AMI bele distribui dadaun ona hodi responde problema ambulansia, " hatete nia.

Ministériu Saúde tinan kotuk aloca U$ 700 mil ital hola kareta ambulánsia 16 hodi responde ba problema falta kareta ambulánsia ne´ebé mak dificulta tula paciente ba hospital referral no hospital nasionál.

Portantu hafoin monta JPS maca HNGV sei distribui kareta sanulu resin tolu ba cada distritu no tolu sei reserva iha nasionál atu apoiu karik ambulansia balun avaria.(ido/mj3)
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domingo, 27 de julho de 2014

Chefe de Estado nomeia Alkatiri como Presidente da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oecússi

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Foto de, Presidência da República de Timor-Leste

Presidência da República de Timor-Leste - Facebook - 27 de julho de 2014

S.E. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NOMEIA DR. MARI BIN AMUDE ALKATIRI COMO PRESIDENTE DA AUTORIDADE DA REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE OECÚSSI.


Díli, 25 julho, 2014 – Sua Excelência o Presidente da República, Taur Matan Ruak, nomeou esta sexta-feira, mediante Decreto do Presidente da República n.º 22/2014, de 25 de julho de 2014, o Dr. Mari Bin Amude Alkatiri como presidente da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oecússi.

A nomeação foi efetuada nos termos do artigo 19.º, n.º 1 da Lei n.º 3/2014, de 18 de junho.

A cerimónia da tomada de posse está marcada para 30 de julho de 2014.

Ler em Inglês e Tétum aqui. 
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Mari Alkatiri:"Governo não tem capacidade"

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Timor Hau Nian Doben - 26 de julho de 2014

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, declarou que o V Governo Constitucional liderado por Xanana Gusmão não tem capacidade para governar, noticiou hoje o Jornal Suara Timor Lorosae.

Alkatiri disse que dentro de três meses têm de acontecer três coisas, remodelação, reestruturação ou um ajustamento dos membros do Governo.

O líder da Fretilin disse ao citado periódico que o governo de Timor vai chefiar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) durante dois anos, se querem apresentar o programa que se comprometeram a implementar, este governo tem de funcionar.

"Se nós queremos implementar o programa da CPLP, este governo tem de funcionar, mas eu acho que o Governo não tem capacidade. Eu é que estou a falar, se zangarem, zanguem lá, mas algumas pessoas vão ficar contentes e o que eu penso certo, eu digo", declarou Mari Alkatiri.

O secretário-geral da Fretilin disse ainda que entre o inicio de agosto e setembro tem de haver uma remodelação, reestruturação e ajustamento no seio de alguns membros do governo.

A Fretilin tem criticado desde a tomada de posse deste governo em 2012, que o executivo de Xanana Gusmão tem muitos membros, que vai ser muito dispendioso para o Estado e difícil de controlar os trabalhos de cada ministério.
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Plataforma portuguesa suspende funções de observadora consultiva

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Lisboa, 25 jul (Lusa) -- A Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento anunciou hoje a suspensão das funções de observadora consultiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na sequência da adesão da Guiné Equatorial.

Em carta dirigida ao secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com conhecimento do secretário de Estado da Cooperação, dos embaixadores dos Estados-membros da CPLP e dos restantes observadores consultivos, a Plataforma comunica ainda que, na próxima assembleia geral, "será levada a votação a proposta de exclusão definitiva como observadora consultiva" da organização lusófona.

"A CPLP não é -- nem pode converter-se -- num clube de negócios, em que os interesses estritamente económicos de uma elite se sobrepõem aos direitos humanos e à dignidade de muitos", considera a Plataforma, presidida por Pedro Krupenski e que integra várias organizações.

A Plataforma "lamenta profundamente a deliberação unânime sobre a adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito na CPLP", que, em seu entender, viola os estatutos da organização, regidos pelos princípios do primado da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e da justiça social.

Ora, "os objetivos e princípios orientadores da CPLP são agora -- na prática -- outros, para os quais não estamos dispostos a contribuir", asseveram os signatários da carta.

Esses princípios "são outros" porque -- enumeram -- a Guiné Equatorial "mantém a pena de morte no seu ordenamento jurídico"; "executa arbitrariamente os seus cidadãos"; "tem um presidente que cumula o poder presidencial, o executivo, o judicial e o militar"; "encontra-se no topo da lista dos países mais corruptos do mundo, concentrando a riqueza nas suas mãos do presidente, da família e da elite que o rodeia"; e "não tem qualquer abertura à dissidência de opinião, à liberdade de manifestação e associação".

Ao mesmo tempo, e apesar de ser o "terceiro maior produtor de petróleo e o país com o maior PIB per capita do continente africano", a Guiné Equatorial permite que "cerca de 80 por cento da sua população viva abaixo da pobreza", denuncia a Plataforma.

SBR
Lusa/fim
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Prisão recusa tratamento a Mauk Moruk no HNGV - advogado

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Timor Hau Nian Doben - 24 de julho de 2014

O advogado de Mauk Moruk, Paulo Remédios, em declarações ao Jornal Nacional Diário disse que o seu cliente sofre de tensão arterial alta, cerca de 200, e que a cadeia ainda não requereu nenhum pedido para Moruk ser tratado no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), apesar do seu estado de saúde ser grave.

"O nosso cliente sofre de pressão arterial alta (...). Os outros prisioneiros quando a pressão arterial chega a 150, eles mandam imediatamente para o HNGV. Mauk Moruk está com uma tensão arterial de 200, por causa do problema da alimentação, o que é perigoso. Mas nós recebemos um relatório que diz que neste momento estão apenas a fazer observações medicas dentro da prisão", disse Paulo Remédios ao citado matutino.

O Timor Hau Nian Doben sabe que Moruk já sofre deste problema de saúde há meses e que pessoas próximas ao antigo comandante das FALINTIL estão muito preocupadas com a falta de cuidados médicos por parte dos serviços prisionais. Existem suspeitas de  que "o querem apenas deixar morrer".

Paulo Remédios disse ainda que Mauk Moruk continua à espera do processo de investigação do Ministério Público, que está a decorrer neste momento e que até agora não há nenhuma acusação contra o seu cliente.

O antigo comandante das FALINTIL é considerado por muitos timorenses como um prisioneiro político do regime de Xanana Gusmão e dos seus lacaios, particularmente os deputados do governo e da FRETILIN que aprovaram uma "resolução política" por unanimidade  para capturarem Moruk e os seus homens.O comandante encontra-se neste momento em prisão preventiva, no estabelecimento prisional de Becora.

Mauk Moruk foi um dos mais respeitados comandantes das FALINTIL e muito temido pelo exército indonésio até 1985, quando foi forçado a render-se devido às divergências internas com Xanana Gusmão. Muitos dos seus familiares foram assassinados pelas forças militares indonésias, nomeadamente a sua mulher, que foi decapitada.
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Mauk Moruk Tensaun-Angela Freitas Sofre Tumor

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Jornal Nacional Diário - Thursday, July 24, 2014

Prezidenti Konselhu Revolusaun Maubere (KRM), Paulino Gama ‘’Mauk Moruk’’ oras ne’e dadaun sofre hela moras tensaun ne’ebe sae to’o 200.

Advogadu privadu Mauk Moruk, Paulo Remedius, Segunda (21/7), informa katak, nia kliente oras ne’e dadaun iha hela sela prizaun preventiva Becora, tensaun sae makas no agora ne’e kontinua konsume hela aimoruk hodi hatun tensaun.

‘’Ami advogadu sira semana-semana ba hela deit prizaun Becora hodi bele haRee ami nia klientes sira nia saude. Ami nia klientes sofre hela tensaun,’’ informa Paulo Remidius ba jornalista iha nia servisu fatin, Meti-Aut, Dili.

Paulo la satisfas ho servisus prizaun sira nian. Tanba la halo pedidu ba nia kliente atu halo tratamentu iha Hospital Nasional Guidu Valadares (HNGV) maske Mauk sofre tensaun makas. Maibe sira halo deit observsaun iha iha prizaun laran.

“Prezu sira seluk ne’ebe nia tensaun sae to 150 ba leten sira lori kedas ba halo tratamentu iha HNGV. Mauk nia tensaun sae to’o 200 tanba problema hahan ne’e perigozu. Maibe ami simu mediku nia relatoriu katak agora dadaun sira halo hela observasaun ba nia saude iha prizaun laran,” Paulo Remidus hateten.

Konaba julgamentu ba Mauk Moruk ho nia kliente Angela, Freitas parte advogadu hein hela prosesu investigasaun ne’ebe Ministeriu Publiku (MP) halo hela. Too agora seidauk iha akuzasaun hasoru nia kliente nain rua, tanba ne’e nia fiar karik iha evidensia MP sei halo akuzasaun maibe karik laiha evidensia mak MP sei la halo akuzasaun ba nia kliente nain rua hodi halo deit arquivamentu ba prosesu ne’e. To’o agora parte advogadu seidkau halo pedidu ba liberdade Mauk husi prezu. Tanba seidauk to tinan no MP mos iha tempu tinan 3 atu halo investigsaun.

“Nia iha prizaun fulan tolu ona mais komu seidauk iha evidensia konaba nia prosesu mak ita sei halo pedidu. Maibe agora ita hein tok. Tanba MP iha tinan ida atu halo investigasaun no remata to tinan 3 mak laiha evidensia ita bele halo pedidu ba liberdade Mauk nian,”Paulo Remidus hateten.

Paulo mos informa katak, nia kliente Angela Freitas oras ne’e dadaun sofre hela moras Tumor. Tanba ne’e foin lalais nia kliente halo pedidu ba Tribunal husu autorizasaun hodi bele ba kontinua halo operasaun ba nia moras iha Hospital Publiku Sagla Denpasar-Bali Indonesia.

Tribunal Distrital Dili mos fo ona autorizasaun ba Angela hodi kontinua halo opersaun ba nia moras tumor iha hospital Bali. Lia
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“Mauk Moruk is a political prisoner in Timor-Leste” – Open letter to Cavaco Silva

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July 2014

His Excellency, President of the Portuguese Republic
Professor Anibal Antonio Cavaco Silva
Palacio de Belem
Lisbon, Portugal

Dear Mr President,

I am writing to inform you and the leaders of the Community of Portuguese language (CPLP) countries that, under the leadership of President Mr Jose Maria Vasconcelos and Prime Minister, Xanana Gusmao, Timor-Leste have progressed greatly. Nevertheless, Timor-Leste faces numerous urgent problems that require special attention from all parties-especially CPLP countries and United Nations commission on human rights-who have a political and moral interest in this new country’s future.

In this letter I focus on an important issue of justice. Mr Paulino Gama (also known as Mauk Moruk) a former FALINTIL commander is political prisoner in Timor-Leste. His only crime is that he disagrees with the policies of Timor-Leste’s current political leaders. While Timor-Leste’s leaders must use all possible means to guarantee stability and security for the people, the means they are using to suppress political dissent violates human rights in general and the Timorese constitution in particular cannot be supported.

Mr Paulino Gama is a long-time political opponent of Prime Minister Gusmao, but his commitment to the nation and people of Timor-Leste cannot be doubted. As a former FALINTIL commander, Mr Gama experienced terrible tragedy in the period of struggle for the Timor-Leste’s independence. Many members of his family were killed, including his wife; she was murdered, and her head was brought to Venilale, Baucau and Laga as a warning to Timorese independence fighters. Mr Gama and Timor-Leste’s current leaders disagree about the country’s political direction: For example, Mr Gama has called for the reestablishment of the 1975 constitution. No matter, how deep their differences, the best way to the end their dispute is through reconciliation and dialogue.

When Mr Xanana Gusmao became the first President of the newly independent Timor-Leste in 2002, I asked him to initiate dialogue with Mr Paulino Gama and his supports to resolve their problems. Also, on 23rd. of May this year, I wrote to President Vasconselos to ask him to bring Prime Minister Gusmao and Mr Gama together for the proposes of reconciliation, and Mr Gama himself had asked to the Church to facilitate a dialogue with Mr Gusmao, but none of those proposals has been implemented.

 His Excellency, President of the Republic of Portugal, Mr Cavaco Silva, I request that you, other heads of state of CPLP member countries and International Human Right Commission pressure the state of Timor-Leste to release Mr Paulino Gama immediately. If Mr Paulino Gama is not released, then I strongly suggest that members of the CPLP have political and moral responsibilities to boycott the CPLP conference (scheduled to be held in Timor-Leste on 17th.2014).

 Thank you.

Sincerely yours,

Antonio Ximenes
Former deputy of the Constituent Assembly of the Timor-Leste
24 Salisbury Crescent, Fitzroy North, Victoria 3068 AUSTRALIA
Mobil: +61410082125/0422011165
E-mail:axis35alt@yahoo.com
Pantai Kelapa, Dili, Timor-Leste

Cc:
1.      His Ex. President of the Republic of Timor-Leste, Mr Jose Maria Vasconcelos;
2.      His Ex. President of the Parliament of Timor-Leste, Mr Vicente Guterres with all MPs;
3.      His Ex. Prime Mister of the Timor-Leste, Mr Xanan Gusmao;
4.      His Ex. President of the Tribunal of Timor-Leste, Mr Guilherme da Silva;
5.      His Ex. President of the Episcopal Timor-Leste, Bishop Baxilio do Nacimento Martins;
6.      His Ex. President of the Republic of Angola, Mr Jose Edwardo dos Santos;
7.      His Ex. President of the Republic of Brazil, Mrs Dilma Rousef;
8.      His Ex. President of the Republic of Cabo Verde, Mr Jorge Carlos Fonseca;
9.      His Ex. President of the republic of Guine Bisau, Mr Jose Mario Vaz;
10.   His Ex. President Republic of Mozambique, Armando Gueza;
11.   His Ex. President of Republic of Sao Tome Principio, Mr Manuel Pinto da Costa;
12.   His Ex. Secretary General of the CPLP, Mr Murade Issac Miguigy Murargy;
13.   His Ex. Secretary General of ASEAN, Mr Le Luong Minh;
14.   His Ex. Secretary General of United Nation, Mr Ban Ki-Moon;
15.   His Ex. Head of the high Commissioner for Human Rights, Mr Navathem Pillay;
16.   Archives.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eurodeputada Ana Gomes chocada com adesão da Guiné Equatorial

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Lisboa, 23 jul (Lusa) -- A eurodeputada Ana Gomes disse hoje à agência Lusa estar "chocada" com a entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerando que "é um regime ditatorial, criminoso e ladrão" do seu próprio povo.

"Já era esperado, mas choca-me na mesma. Acho que é uma desvalorização, um atentado à própria imagem ou potencial da CPLP, porque no fundo está a branquear um regime ditatorial e um regime que é criminoso, que tem processos nos Estados Unidos e em França por criminalidade económica e financeira", disse Ana Gomes à Lusa.

A Guiné Equatorial, que pediu adesão ao bloco lusófono em 2010, entrou hoje na CPLP como membro de pleno direito durante a décima conferência de chefes de Estado e de Governo da organização, que decorreu pela primeira vez na Ásia, no caso em Díli, Timor-Leste.

Em declarações à Lusa, a eurodeputada socialista salientou que a questão do português é muito importante, mas não a mais relevante.

"Importante é sobretudo o branqueamento político que se está a tentar fazer através desta adesão em relação a um regime odioso (...). No caso da Guiné Equatorial estamos perante um regime ditatorial, ladrão do seu próprio povo e não há razões nenhumas para ser branqueado politicamente, que é o que está a tentar fazer a CPLP", frisou.

Ana Gomes lembrou também que existem outros países fundadores da CPLP que, além da língua portuguesa, têm pelo menos a base constitucional e o objetivo de viver de acordo com as regras democráticas.

No entender da eurodeputada, toda esta situação "faz muito mal à CPLP e à credibilidade dos países que aceitaram a adesão", como é o caso de Portugal.

"A mim pessoalmente causa-me tristeza que isto tenha acontecido em Timor-Leste, com líderes que eu conheço bem e que tiveram um papel importante na libertação do seu povo relativamente a uma outra ditadura e que agora têm memória curta, mas eu não tenho", salientou.

A eurodeputada sublinhou que o "mundo não para", sendo agora necessário "passar a ter mais escrutínio" em relação ao que se passa na Guiné Equatorial, no sentido de ajudar o povo "contra um regime ladrão e opressor".

"Há muitas ações que são possíveis de empreender ao nível financeiro. Há uns meses escrevi ao Banco de Portugal e à CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] sobre investimentos no país. E disseram-me que não tinham sido solicitados a pronunciar-se sobre possíveis investimentos da Guiné Equatorial, como por exemplo no Banif", contou.

A responsável disse também que escreveu às autoridades europeias e à própria agência europeia bancária de supervisão sobre o mesmo assunto.

"Naturalmente, acionaremos todos os meios para que seja exercida vigilância, para que este regime não utilize a CPLP para intensificar os esquemas de branqueamento de capital, onde infelizmente há portugueses implicados, designadamente os promotores da entrada da Guiné Equatorial na CPLP como o dr. Martins da Cruz e Luís Amado", disse, referindo-se a dois ex-chefes da diplomacia portuguesa.

Ana Gomes disse ainda esperar que não aconteça aos empresários portugueses o que aconteceu ao empresário Robert Rinaldi, que está preso na Guiné Equatorial "porque ousou questionar os esquemas de branqueamento de capitais".

Integram agora a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

DD // VM
Lusa/Fim
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Adesão da Guiné Equatorial é "vergonha e um erro monumental" - João Soares

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Lisboa, 24 jul (Lusa) - O deputado socialista João Soares considerou hoje que a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa "envergonha Portugal, envergonha a CPLP e é um erro monumental" que "reduz muito o papel da CPLP no mundo".

A entrada da Guiné Equatorial, como membro de pleno direito da CPLP, por consenso e sem votação, foi anunciada em Díli, onde está a decorrer a décima cimeira de chefes de Estado e de governo dos países lusófonos.

"Admitirmos [na CPLP] uma das ditaduras mais longas do mundo e mais corruptas é uma coisa que devia envergonhar as pessoas que têm um mínimo de carácter", disse João Soares à agência Lusa .

"Aquilo [a Guiné Equatorial] é uma ditadura torcionária, que pratica a tortura, que elimina os adversários políticos, que continua a praticar a pena de morte, ao contrário do que eles dizem... isto é uma coisa de uma hipocrisia total e, portanto, estou profundamente envergonhado", sublinhou.

A entrada da Guiné Equatorial no bloco lusófono "é uma coisa miserável que reduz muito a imagem, o papel e a importância da CPLP no mundo, como é óbvio. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, é tão simples quanto isso", declarou.

João Soares considerou "um disparate" defender que a adesão da Guiné Equatorial a um bloco democrático possa vir a favorecer mudanças democráticas no país.

"Não há nenhum exemplo de uma coisa dessas ter acontecido onde quer que seja, ainda por cima com uma ditadura daquele tipo, que é uma ditadura de carácter familiar, de um torcionário, de um tipo [o chefe de Estado da Guiné Equatorial Theodoro Obiang] que matou o tio para chegar ao poder e que está há mais tempo no poder que o [presidente de Angola] José Eduardo dos Santos", argumentou.

"Depois de [o antigo líder da Líbia Muammar] Kadhafi ter morrido, este é o campeão mundial... é um disparate dizer que se vai converter à democracia", reforçou.

O deputado socialista lamentou ainda a ausência da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, na décima cimeira da CPLP, em Díli.

Entre todos os líderes do bloco lusófono, presentes em Díli, Dilma Rousseff "é a única que tem pessoalmente a experiência da cadeia às mãos de um regime torcionário, que foi a ditadura militar no Brasil, e tem a experiência da tortura", disse.

A Guiné Equatorial, que pediu adesão ao bloco lusófono em 2010, entrou hoje na Comunidade de Países de Língua Portuguesa durante a décima conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu pela primeira vez na Ásia, no caso em Díli, Timor-Leste.

O primeiro passo para a sua adesão ao bloco lusófono foi "a moratória sobre a pena de morte" anunciada no início do ano pelo Governo equato-guineense através de um decreto presidencial, o que levou o conselho dos ministros da CPLP reunido em Maputo, Moçambique, a recomendar a acessão.

Com um estatuto de observador desde 2006, mas ainda sem ter abolido de forma definitiva a pena de morte, a Guiné Equatorial irá juntar-se aos oito membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, os quais já aboliram aquela forma de punição.

Antiga colónia espanhola da África subsaariana, a Guiné Equatorial é um dos maiores produtores de petróleo do continente e é liderada por Teodoro Obiang desde 1979. No entanto, o país operou uma reforma política em 2011 para favorecer a democracia.

EJ // APN
Lusa/Fim
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Bandidos atacam lugares e destroem panfletos contra a Pensão Vitalícia

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Timor Hau Nian Doben - 23 de julho de 2014

Um grupo de 15 ou 16 pessoas atacaram ontem à tarde diversos locais da cidade de Díli, e destruíram os estandartes com dizeres contra a Pensão Vitalícia.

"Ontem à tarde 15 ou 16 pessoas de carro cercaram o edifício de uma Organização Não Governamental (ONG), localizada no Farol, e também noutros lugares e tiraram os estandartes que exigem " Abaixo a Pensão Vitalícia", escreveu Zé Luís Oliveira, de uma ONG, na sua página do Facebook.

"Este grupo são agentes do estado ou "bandidos políticos"? Será esta ação de tirar os estandartes legitima e baseada na lei?", interrogou Oliveira naquela rede social.

De acordo com fontes do Timor Hau Nian Doben, uma carta de protesto vai ser enviada hoje ao Comandante da Polícia de Timor-Leste.

Nas últimas semanas foi criado um movimento entre a sociedade civil para urgir aos governantes a revisão da referida lei, porque ela "cria injustiças entre o povo e apenas beneficia a elite" e é ainda considerada por muitos como "corrupção legalizada."

A Fretilin e o Partido Democrático já apresentaram as suas propostas de alteração, contudo, de acordo com fontes credíveis, o Presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, é contra a revisão.

Interrogado pelos jornalistas na passada segunda-feira sobre a eventual revisão da mencionada lei, Vicente Guterres declarou que, " Este assunto da revisão da Pensão Vitalícia já cheira mal."

A Pensão Vitalícia foi uma lei criada pela Fretilin e permite aos titulares de antigos cargos políticos de receberem até morrerem uma reforma do Estado Timorense bem como outras regalias.

"Esta lei criada pela Fretilin foi o pecado mortal deste partido e foi quando o povo deixou de acreditar na atual liderança da Fretilin. A Fretilin traiu o povo bem como a filosofia e os princípios do partido. O povo vingou-se deles em 2007 e em 2012. Com sorte eles encontram uma cadeira em 2017, os atuais líderes arruinaram o partido com a ganância deles", disse magoado um dissidente da Fretilin ao Timor Hau Nian Doben.

"A Fretilin está hoje nas mãos de burgueses e oportunistas que usam o nome histórico deste partido para beneficio próprio e dos seus amigos e familiares. Hoje estão todos contra a lei da Pensão Vitalícia, isto é uma hipocrisia, porque foram eles quem a criaram à pressa, para beneficiarem e roubarem eternamente o dinheiro do povo", concluiu.
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Guiné Equatorial aceite por consenso como membro de pleno direito

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Díli, 22 jul (Lusa) - A Guiné Equatorial foi hoje aceite por consenso como membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sem que tenha havido uma votação, disseram fontes das delegações de Portugal e do Brasil.

Fonte da delegação portuguesa disse aos jornalistas portugueses que "houve um consenso generalizado" favorável à entrada da Guiné Equatorial, mas também um "debate intenso", suscitado por Portugal, na sequência do qual ficou combinado que o Presidente deste novo membro da CPLP, Teodoro Obiang, deve explicar os passos já dados e previstos para cumprir as condições de adesão.

Por sua vez, fonte da delegação brasileira, questionada pela Lusa, afirmou que os Estados-membros da CPLP "decidiram incorporar" a Guiné Equatorial, não tendo havido uma votação, mas "uma formação de uma opinião geral", que envolveu um debate: "As pessoas discutem, colocam os seus problemas, as suas visões".

Esta decisão foi tomada na sessão restrita da X Cimeira da CPLP, que decorre em Díli, Timor-Leste, na qual a Guiné Equatorial não participou.

Durante esta sessão, segundo a referida fonte da delegação portuguesa, o Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, vincou os princípios fundadores desta comunidade de países - que incluem o respeito pelos direitos humanos e o uso do português como língua oficial - e invocou o roteiro estabelecido para a adesão da Guiné Equatorial.

De acordo com esta fonte, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, falou depois, reforçando o sentido da intervenção de Cavaco Silva, e é agora esperado que Teodoro Obiang exponha de que forma está a cumprir as condições de adesão e que apoio necessita da parte da CPLP para cumprir tudo o que esta comunidade espera da Guiné Equatorial.

Os trabalhos foram interrompidos para almoço.

O roteiro estabelecido pela CPLP para a adesão da Guiné Equatorial incluía o fim da pena de morte e medidas destinadas a promover o uso do português, num país onde a língua mais falada é o castelhano.
JH/IEL // VM
Lusa/Fim
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INTELIGEN ESTADO ka PREMAN POLITIKU?

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Zé Luís Oliveira - Facebook

Ohin lokraik kuaze tuku 15 - 16 grupu ema ho kareta hirak (oin mesak bois hanesan ema bola guling) mai serku iha edifisiu ONG hirak iha area Farol, Kaikoli no fatin seluk hodi hasai spanduk sira nebe ejize "Abaixo Pensaun Vitalisia"

Grupu ema hirak ne agente ofisial Estado ka "preman" politiku sira? No asaun hasai spanduk ne legitimo ka bazeia ba lei ka lae?

Naun-medigas, ezijensia atu altera politika pensaun vitalisia ne hanesan krimi ka kontra lei? Se ilegal, favor Komandante PNTL no Xefi SNI- nebe mos nudar jurista ida (sarjana hukum) hatudu took viola lei no artigo saida?
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Gabinete Presidencial: Guiné Equatorial, já é membro de pleno direito da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa

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Gabinete de Informação e Imprensa da Guiné Equatorial - Gabinete Presidencial - Tradução do Espanhol de Timor Hau Nian Doben

Está tudo confirmado. A República da Guiné Equatorial é o único país de Língua Espanhola que aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Uma delegação equato-guineense, liderada pelo seu Chefe de Estafo, Sua Excelência Obiang Nguema Mbasogo, irá participar nos trabalhos da X Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e do governo desta comunidade.

Por consenso dos Estados-membros da CPLP, foi aprovado outorgar à República da Guiné Equatorial o estatuto de país membro de pleno direito no seio desta comunidade, que é constituída por oito países, cinco do continente africano. O nosso país será o sexto da África e o mais novo cronologicamente que aderiu a esta comunidade, que foi criada em 1996.

Desta forma, o próximo dia 23 de julho será um marco histórico para o povo da Guiné Equatorial e a partir desta data, o Português será a terceira língua do país depois do Espanhol e do Francês.

A cidade de Díli, capital da República Democrática de Timor-Leste, encontra-se nos últimos dias em pleno andamento para acolher as delegações dos distintos países, os membros de pleno direito, bem como os que foram observadores, nesta categoria estão a Guiné Equatorial e as Ilhas Maurícias desde 2006.

Devido ao esforço persistente do Chefe de Estado, esta integração tão antecipada na comunidade será realizada.
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Guiné Equatorial já está na CPLP… e em francês

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O governo da Guiné Equatorial anunciou de forma unilateral a sua adesão à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O problema é que a proposta só será votada na quarta-feira, em Dili.

A República da Guiné Equatorial anunciou esta terça-feira que já é um membro com “plenos direitos” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Tudo está confirmado”, lê-se até no texto publicado no site oficial do governo da nação africana, onde consta também que os membros da comunidade “decidiram, por consenso, atribuir o estatuto de membro permanente” à Guiné Equatorial. Só há um problema — a votação da proposta de adesão do país africano apenas se realizará na quarta-feira, em Dili, capital timorense onde se realizará a X Cimeira da organização.

O texto foi escrito em francês que, a par do castelhano, é uma das línguas oficiais do país africano. Nele, o governo da Guiné Equatorial refere também que, na quarta-feira, se concretizará um “evento marcante na história do povo” da nação africana — o português “tornar-se-á na terceira língua oficial” do país.

Isto quando uma das condições para qualquer nação aderir à CPLP como membro permanente é ter o português como um dos idiomas oficiais. Na página onde foi publicado o anúncio, aliás, existe a possibilidade de traduzir o texto: mas apenas para castelhano ou inglês.

Desde 2006 que a Guiné Equatorial é apenas um membro observador da comunidade, juntamente com o Senegal e a Ilha Maurício — ou seja, os únicos países sem o português como a ou uma das línguas oficiais.
Em junho de 2010, a Guiné Equatorial tinha já requerido a adesão como membro permanente. Esta adesão deverá confirmar-se amanhã, mas a antecipação de forma unilateral parece confirmar a pouca preocupação dos responsáveis do país pelo voto democrático e livre.
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terça-feira, 22 de julho de 2014

Presidente da Guiné Equatorial chega a Díli

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Díli, 22 jul (Lusa) - O presidente da Guiné Equatorial chegou hoje a Timor-Leste, onde decorre na quarta-feira a X cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e durante a qual o país deverá ser aceite como membro da organização.

Teodoro Obiang chegou a Díli às 17:45 locais (09:45 em Lisboa), depois de a chegada ter estado anunciada para as 07:00 locais (23:00 de segunda-feira em Lisboa).

Fonte do protocolo timorense disse aos jornalistas que Obiang não faria declarações porque, segundo a delegação da Guiné Equatorial, isso só acontecerá depois de efetivada a adesão do país à CPLP.

A Guiné Equatorial é uma ex-colónia espanhola, um país rico em petróleo, governado desde 1979 pelo Presidente Teodoro Obiang Nguema, e é criticado pelas organizações internacionais por violações dos direitos humanos.

A X cimeira da CPLP, durante a qual Timor-Leste vai assumir a presidência da organização, decorre esta quarta-feira em Díli, sob o lema "A CPLP e a Globalização".

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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