segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Ramos-Horta faz turismo diplomático enquanto o Povo Maubere luta contra pobreza e miséria


José Salvação 

Lá está ele outra vez, acomodado num avião, sobrevoando a miséria que deixou para trás. Surpreendidos? Eu não!

O Presidente da República, José Ramos-Horta, volta a fazer as malas, pronto para mais uma das suas “visitas de trabalho”, aquelas que nunca podem ser questionadas, nem sequer avaliadas pelos seus reais benefícios para o país. Desta vez, o destino é Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde irá participar na pomposa "Cimeira da Fraternidade Humana". Um evento que promove o diálogo e a irmandade num cenário de ouro e mármore, enquanto a verdadeira fraternidade, a do povo timorense, continua a ser feita de fome, sofrimento e abandono.

O ponto alto da cimeira será a entrega do Prémio Zayed para a Fraternidade Humana, um reconhecimento a indivíduos que fizeram "grandes sacrifícios" pela paz e solidariedade. Sacrifícios? Será que viajar em primeira classe, dormir em hotéis de cinco estrelas e degustar menus exclusivos se encaixa nessa definição? Enquanto Ramos-Horta brinda com a elite mundial, os timorenses fazem filas nos hospitais sem medicamentos, lutam por um prato de comida e enterram os seus mortos sem a dignidade que merecem.

O evento reunirá líderes políticos e laureados com o Nobel, que discutirão os "grandes desafios globais". Entre esses desafios, talvez a principal preocupação seja: "Quando será a próxima viagem?" Porque os desafios do povo timorense são outros — como sobreviver à miséria diária, como dar de comer aos filhos, como tratar uma doença quando os hospitais não têm sequer um analgésico para aliviar a dor.

Enquanto Ramos-Horta ergue talheres de prata no luxuoso jantar "Tapeçaria da Humanidade", no Palácio dos Emirados, em Timor, uma mãe chora porque não tem como alimentar o filho. Solidariedade real não se discursa em conferências internacionais — pratica-se na terra onde o povo sofre. Se há dinheiro para pagar estadias de luxo e passagens de primeira classe, por que não há para garantir serviços básicos aos cidadãos?

"Timor-Leste sente-se honrado por participar neste encontro significativo, que incorpora os valores que defendemos, paz, diálogo e compreensão mútua", declarou Ramos-Horta. Será? Quando é que essa compreensão mútua chegará às ruas de Díli, onde crianças sofrem de raquitismo e hospitais funcionam sem condições? Quando a “paz” deixará de ser um conceito abstrato para se tornar uma realidade para aqueles que vivem diariamente o inferno da pobreza?

Ironia? Não, tragédia. Enquanto Ramos-Horta é recebido com tapetes vermelhos e discursos elegantes, em Timor, as casas são destruídas pelos despejos administrativos e famílias inteiras são atiradas para a rua sem um teto para se protegerem. Enquanto ele coleciona sorrisos em palácios, há cidadãos a morrer sem assistência médica, porque não há hospitais capazes de os salvar. Será esta a fraternidade humana que ele tanto preza?

Esta viagem, como tantas outras, servirá para "fortalecer relações diplomáticas" — ou melhor, para preencher um passaporte com mais carimbos e colecionar mais fotografias para o Facebook. Mas e o povo timorense? Quando receberá um fortalecimento que faça diferença na sua vida real? Quando é que a liderança aprenderá que um país não se governa com discursos internacionais, mas com ação concreta dentro das suas fronteiras?

Senhor Presidente, em vez de discursar sobre fraternidade em salões de luxo, experimente senti-la na pele do povo. Respeite as pessoas, respeite o povo. 

O que se espera de um verdadeiro líder é que governe para a nação, para os cidadãos que nele confiaram, e não para os aplausos de uma elite internacional desconectada da realidade de Timor-Leste.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Noémio Falcão: Jornalista ou instrumento de propaganda do governo de Xanana Gusmão?

Zizi Pedruco 

O diretor da  Agência Noticiosa de Timor-Leste Tatoli,  Noémio Falcão,  tem sido duramente criticado por vários setores, que acusam a sua liderança de representar uma distorção dos princípios do jornalismo. As críticas aumentaram após a publicação de um título de notícia que  deturpou as palavras do antigo Presidente da República, Taur Matan Ruak.

Em resposta à controvérsia, o gabinete de Matan Ruak emitiu uma nota de esclarecimento, onde explicou que, "Isto é uma estratégia da Tatoli para tentar enganar o público, levando-o a acreditar que o antigo Chefe de Estado apoia a atuação durante os despejos forçados, que deixaram muitos timorenses sem casa e sem rendimentos, impedindo muitas crianças de frequentarem a escola e colocando as famílias numa situação de desespero".

Não se pode permitir que se repita o que a Tatoli fez ao ex Presidente da República, cujas palavras foram deturpadas para servir a agenda dos despejos violentos levados a cabo pelo governo de Xanana. O jornalismo não pode ser um instrumento de manipulação da verdade e de apoio à injustiça, mas sim um serviço ao povo, com objetividade e responsabilidade.

O jornalismo deve servir o interesse público, e não ser um instrumento de propaganda para partidos políticos, no entanto, Falcão parece que se esconde num manto de cobardia como diretor da Tatoli, utilizando a agência de notícias para os seus próprios propósitos políticos: servir o CNRT de Xanana Gusmão. 

Isto compromete a imparcialidade da agência Tatoli e ameaça a credibilidade das suas notícias e uma desinformação para o povo sobre a política e a sociedade.

Timor-Leste conquistou a sua liberdade e independência graças ao trabalho corajoso e determinado de muitos jornalistas estrangeiros que deram contributos fundamentais para denunciar as injustiças cometidas pelo regime de Suharto e registar a verdade sobre a invasão indonésia, uns morreram pela causa.

Os jornalistas daquela época não manipulavam informações para favorecerem um partido político, mas realizavam reportagens transparentes e objetivas. Se aprendermos com a história, devemos exigir que a comunicação social timorense sirva a verdade, e não a propaganda política.

Falcão deve ser minuciosamente investigado.

Se houverem provas concretas de parcialidade ou da utilização indevida de recursos públicos para beneficiar um partido político, deve ser conduzida uma investigação independente para restaurar a credibilidade da comunicação social. A regulamentação da imprensa deve ser reforçada para garantir que os meios de comunicação timorenses operem com profissionalismo e independência.

Timor-Leste não pode permitir que a liberdade de imprensa seja enfraquecida por influências políticas. Observadores e representantes da sociedade civil devem exigir ao governo que reforce a regulamentação da imprensa para garantir que os jornalistas possam exercer a sua função com responsabilidade e integridade. 

Neste momento, Noémio Falcão deixou uma uma nuvem de poeira duvidosa no ar relativamente à credibilidade da agência de notícias de Timor-Leste. A liberdade de imprensa não é um privilégio, mas sim um direito primordial para o progresso da nação e para o serviço da verdade. 

Um jornalista traidor, ao serviço do governo, como parece ser  Noémio Falcão, não é um jornalista, mas um mero instrumento de propaganda governamental.

Ita hein!!! :) 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Gabinete de Taur Matan Ruak acusa Tatoli de “mentir e manipular as suas palavras”


Timor Hau Nian Doben

A página oficial do antigo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, no Facebook, divulgou uma nota de esclarecimento a desmentir o título da notícia "Matan Ruak pede ao povo que respeite a atuação do governo nos despejos administrativos", publicada pela agência de notícias timorense Tatoli.

"Isto é uma estratégia da Tatoli para tentar enganar o público, levando-o a acreditar que o antigo Chefe de Estado apoia a atuação durante os despejos forçados, que deixaram muitos timorenses sem casa e sem rendimentos, impedindo muitas crianças de frequentarem a escola e colocando as famílias numa situação de desespero", salientou a nota de esclarecimento.

O comunicado destacou que, durante a conferência de imprensa realizada ontem, Ruak deixou bem clara a sua posição perante a comunicação social, afirmando que “era contra os despejos, pois considera a atuação do IX Governo cruel e desumana”.

A agência noticiosa timorense é também acusada de "mentir e manipular a opinião pública, tentando fazer crer que o antigo Chefe de Estado concorda com as ações cruéis e desumanas levadas a cabo pelo IX Governo durante os despejos administrativos”.

Por fim, recomendaram que a agência de notícias “divulgue informações com responsabilidade e honestidade, de acordo com os factos no terreno, para que as pessoas não percam a confiança na Tatoli. Sendo a agência de informação nacional, deve demonstrar qualidade e neutralidade ao informar o público.”

Estes despejos administrativos já levaram à demissão, na passada terça-feira, do presidente da Autoridade Municipal de Díli, Gregório Saldanha, que os classificou como “práticas violentas dirigidas contra os cidadãos de Díli, sem que antes sejam criadas condições alternativas mínimas”. 

Além disso, Saldanha considerou também estas  ações como “desumanas”, comparando-as a “práticas cometidas por forças estrangeiras contra a população no passado”.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Taur Matan Ruak acusa Xanana Gusmão de adotar política de destruição contra povo com filosofia do mato

Timor Hau Nian Doben em Português - Fonte STL em Tétum

O ex-primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, afirmou ontem, durante uma conferência de imprensa  que o seu governo adoptou uma política progressista para melhor servir os timorenses e  acusou o executivo de Xanana Gusmão de promover uma política de destruição, afetando as habitações e locais de residência da população.

"Durante o meu mandato, recorri a meios progressistas para servir o povo. A remoção do espaço Arte Moris foi um grande problema e gerou duras críticas da sociedade, incluindo do atual Presidente da República, José Ramos-Horta. No entanto, comparando com este governo, que está a desalojar indiscriminadamente pessoas e comunidades, fica claro que o primeiro-ministro Xanana Gusmão está a seguir uma política de destruição. Pretende demolir para tornar a cidade mais brilhante (bonita), mas essa visão é simplesmente irrealista", disse.

Ruak sublinhou que "o princípio adotado pelo atual primeiro-ministro, que consiste na destruição das casas das comunidades em nome do desenvolvimento, representa uma abordagem radical para a sua implementação."

O antigo chefe de governo destacou ainda que “este governo surge agora com vários programas, incluindo a proposta de trazer o gasoduto para o país. No entanto, adotou uma política de destruição, demolindo e expulsando o povo das suas casas com o objetivo de desenvolver a cidade de Díli. A grande preocupação reside no impacto que estas ações têm sobre a população, tudo em nome de uma cidade mais bonita.”

Taur Matan Ruak alertou para a existência de duas facetas de Xanana Gusmão: uma que defende as comunidades e outra que apoia a política do secretário de Estado dos Assuntos Toponímia e Organização Urbana (SEATOU), Germano Dias, na destruição das habitações do povo.

"Estamos a ver dois Xananas: um que defende as comunidades e outro que segue a política do SEATOU na destruição das casas das pessoas. A filosofia que Xanana está a aplicar é a mesma que usávamos no mato – sacrificar alguns para proteger muitos", concluiu  Matan Ruak.

Foto, Facebook.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Gregório Saldanha: A voz da consciência, justiça e esperança do Povo Maubere

Zizi Pedruco

Nos últimos tempos a defesa dos legítimos direitos do povo timorense anda nas ruas da amargura, onde os políticos apenas olham para os seus próprios umbigos, a postura de Gregório Saldanha de defesa dos direitos do Povo Maubere, é um bálsamo no meu coração, ergueu a voz de um homem que soa como um farol para as gerações vindouras, para um país mais justo e digno para todos os filhos da pátria Maubere. 

Gregório Saldanha, não é um novato no seu empenho na defesa dos direitos do Povo Maubere, Mouris como também é conhecido foi um dos organizadores e sobrevivente da manifestação pacífica que resultou no Massacre de Santa Cruz, foi detido e condenado à prisão perpétua por um tribunal indonésio. 

Na sua caminhada de defesa intransigente do seu povo Mouris decidiu resignar-se porque: “Como cidadão, veterano e presidente da Autoridade Municipal, não posso aceitar as práticas violentas que continuam a ser dirigidas contra os cidadãos de Díli, sem antes serem criadas condições alternativas mínimas” e ainda porque considerou que, “aquelas ações como desumanas", comparando-as a “práticas cometidas por forças estrangeiras contra a população no passado”.

A decisão de Gregório de se demitir para defender os direitos do povo timorense foi a primeira na história da política de Timor-Leste demonstrando que é um homem de princípios, renunciou ao poder porque não quis ser cúmplice nem compactuar com quem contradiz os seus mais altos valores de justiça e humanidade. 

Mouris é um exemplo de liderança em extinção em Timor-Leste, pôs os interesses do povo acima das suas ambições pessoais e políticas. Deve ser este o homem pela qual as novas gerações se devem reger, é um exemplo para Timor, um exemplo para o mundo.

Timor está cheio de gente da nova geração que só quer aparecer e armarem-se em intelectuais de meia-tigela. Tiram fotos para o Facebook, criam organizações, fazem pose para as câmaras e escrevem umas banalidades para se sentirem importantes. Mas, coitados, não valem nadinha. Muitos já estiveram no poder, foram ministros, secretários de Estados e não fizeram nada. Agora, sem poder e sem padrinhos, querem que acreditemos que são a esperança do país. Por favor, poupem-nos dessas histórias da carochinha!

Por isso referi anteriormente que Mouris é um bálsamo para o meu coração. Gregório, ao erguer a sua voz em defesa do povo, mostrou-nos que não ficou indiferente ao sofrimento do seu povo nem se rendeu às ações criminosas do governo. Ele colocou a integridade acima da conveniência e escolheu a solidariedade em vez da indiferença. 

A sua postura deveria inspirar não apenas a geração mais jovem, mas também os líderes timorenses, incentivando-os a refletir sobre as suas políticas e o papel que desempenham na construção de uma pátria Maubere mais justa e mais digna para todos.

Gregório Saldanha é desde ontem mais do que apenas um nome em Timor-Leste, é o grito de justiça que ecoa no coração do sofrido Povo Maubere.

Foto, Facebook.


Ministro impede imprensa de cobrir evento e deixa jornalistas “a ver navios”

Timor Hau Nian Doben

O ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, proibiu ontem a cobertura jornalística da cerimónia de transferência de funções do presidente cessante da Autoridade Municipal de Díli, Gregório Saldanha, também conhecido como Mouris.

Apesar de a Autoridade Municipal de Díli ter convidado a comunicação social para o evento, os jornalistas foram impedidos de entrar por seguranças do ministério

“A ordem é esperar lá em baixo. Só poderão entrevistar o Presidente da Autoridade Municipal depois de  ele sair”, afirmou um dos seguranças, sem dar mais justificações. 

A situação agravou-se quando Gregório Saldanha entrou no edifício, enquanto os jornalistas permaneciam retidos nas escadas, frustrados por não conseguirem acesso à cerimónia. Após o evento terminar, novas tentativas de entrevistar o presidente cessante foram novamente bloqueadas, com os profissionais de comunicação social sendo redirecionados para o edifício da Autoridade Municipal.

Um segurança justificou a decisão afirmando que o ministro “não responde à comunicação social”. 

O episódio gerou uma onda de críticas entre os jornalistas, que acusaram o Ministério da Administração Estatal de “falta de transparência e de desrespeito à liberdade de imprensa”.

Nas redes sociais, cidadãos timorenses expressaram preocupações e levantaram dúvidas sobre a situação. 

“Será este um caso isolado ou o início de uma política de silenciamento da comunicação social deste governo?”, questionou um internauta.

Mouris anunciou ontem a sua demissão do cargo, apontando falta de autonomia administrativa e preocupações éticas e sociais relacionadas com os despejos administrativos em Díli.

Presidente da Autoridade Municipal de Díli renuncia ao cargo


Díli, 28 de janeiro de 2025 (Lusa) – O presidente da Autoridade Municipal de Díli, Gregório Saldanha, anunciou hoje a demissão do cargo, alegando falta de autonomia administrativa e preocupações éticas e sociais relacionadas com os despejos administrativos na capital de Timor–Leste.

“A excessiva dependência da Autoridade Municipal de Díli em relação ao Ministério da Administração Estatal compromete a capacidade de preparar adequadamente a descentralização do poder local, conforme a política do Governo”, afirmou Gregório Saldanha, num comunicado lido à imprensa, na sede da Administração Municipal de Díli.

Gregório Saldanha manifestou também grande preocupação com as questões éticas e sociais que afetam a população mais vulnerável, referindo-se aos despejos administrativos, que ocorrem desde 2024, no âmbito da requalificação urbana da capital timorense.

“Como cidadão, veterano e presidente da Autoridade Municipal, não posso aceitar as práticas violentas que continuam a ser dirigidas contra os cidadãos de Díli, sem antes serem criadas condições alternativas mínimas”, disse o responsável.

Gregório Saldanha considerou aquelas ações como desumanas, comparando-as a “práticas cometidas por forças estrangeiras contra a população no passado”, e acrescentou que são atitudes irresponsáveis que os timorenses nunca aceitaram até alcançar a independência de Timor-Leste.

O presidente cessante da Autoridades Municipal de Díli também manifestou preocupação com as “irregularidades administrativas e financeiras”, que, alegou, ocorrem na administração municipal de Díli.

“Durante o meu mandato, enfrentei graves irregularidades em processos administrativos, incluindo falsificação de documentos e procedimentos duvidosos”, afirmou, lamentando os obstáculos à realização de auditorias.

Gregório Saldanha também destacou preocupações relacionadas com decisões unilaterais e falta de coordenação entre a Autoridade Municipal de Díli (AMD) e o Ministério da Administração Estatal (MAE).

“O MAE estendeu contratos com empresas de limpeza sem antes consultar a AMD. Esta atitude prejudica os esforços de melhoria e afeta a higiene e a saúde pública dos cidadãos de Díli”, explicou.

Gregório Saldanha também expressou preocupação com conflitos de competência entre a AMD e a Secretaria de Estado da Toponímia e Organização Urbana, que atua diariamente contra vendedores ambulantes ou pessoas pobres que vendem bens em espaços públicos.

“Conclui que esta realidade me impede de desempenhar as minhas funções com eficácia e integridade, que considero essenciais”, explicou Gregório Saldanha.

O Ministério da Administração Estatal confirmou hoje o pedido de demissão do cargo, em carta com data de 13 de janeiro.

O ministério explicou que a carta foi enviada para o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, a quem cabe a exoneração e nomeação do presidente da Autoridade Municipal de Díli, que aceitou a demissão.

DPYF / VQ Lusa/Fim

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Gregório Saldanha pode resignar hoje como PAMD em protesto contra política de despejos em Díli

Timor Hau Nian Doben

Fortes suspeitas envolvem Gregório Saldanha, Presidente da Autoridade Municipal de Díli (PAMD) e conhecido pelo nome de guerra Mouris, sobre uma possível resignação do cargo ainda hoje.

Informações apontam que ele apresentou oficialmente a carta de resignação, em protesto contra a política de despejos violentos em Díli. A decisão teria sido motivada por um profundo desacordo em como estes despejos foram realizados.

Em declarações a diversos órgãos de comunicação social timorenses Gregório Saldanha tem manifestado consistentemente a sua oposição às políticas de despejo aplicadas em Díli. Saldanha classifica essas ações como "uma grave violação dos Direitos Humanos" e ressalta que elas “comprometem a dignidade das pessoas afetadas”.

O deputado do CNRT, Natalino dos Santos, apelou a Gregório Saldanha para que não apresente a sua resignação, sublinhando que o governo ainda precisa do seu contributo para "libertar o povo da pobreza e da miséria".

"Este é o momento de libertar o povo, porquê que ele apresentou a carta de resignação? Como membro da resistência, sinto-me triste, porque agora é o tempo de trabalharmos juntos pela libertação do povo. Em democracia, este é um direito que lhe assiste (...), ele enfrenta desafios, o que é normal, mas, quer queiramos, quer não, o país ainda precisa dele", afirmou.

No Facebook, Gregório Saldanha tem recebido inúmeros elogios pela sua postura firme em defesa dos direitos da população mais vulnerável. A sua decisão de resignar, ao mesmo tempo que denuncia publicamente as injustiças contra o povo, tem sido vista como um ato de coragem, mesmo sob pressão interna.

"É melhor demitir-se do que cumprir ordens e trair os seus princípios de libertação do povo", escreveu um internauta.

Outro utilizador do Facebook felicitou Saldanha, afirmando que foi uma decisão acertada: "É melhor resignar do que tornar-se numa marionete do IX Governo e limitar-se a dizer sim. Quero demonstrar o meu respeito ao maun Giri (Gregório)."

Mouris, um dos organizadores e sobrevivente da manifestação pacífica que resultou no Massacre de Santa Cruz, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal indonésio. Em março do ano passado, ele assumiu o cargo de Presidente da Autoridade Municipal de Díli.

Foto, Facebook.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Avião e tratamento médico grátis? Ramos-Horta mente, revela cobardia e insulta inteligência dos timorenses


Zizi Pedruco

O Presidente da República, José Ramos-Horta, está mergulhado numa polémica que escancara uma verdade amarga: a desconexão entre a elite política e a população timorense. As suas recentes declarações sobre o tratamento médico de Longuinhos Monteiro, líder da secreta timorense, são, no mínimo, uma afronta à inteligência do povo.

Ramos-Horta afirmou que Longuinhos foi transportado para Jacarta num avião fretado gratuito e recebeu também tratamento médico totalmente gratuito, providenciado por amigos do Chefe de Estado na Indonésia, sem qualquer despesa para o Governo timorense.

“Longuinhos Monteiro… foram os meus amigos na Indonésia quem  mandaram o avião para o transportar. Eu fui visitá-lo três vezes nos cuidados intensivos. Quando ele já estava estabilizado, um avião especial vindo da Indonésia veio de forma gratuita, e o hospital também foi gratuito. O governo não pagou um único centavo, mesmo que seja obrigação do governo pagar, porque, às vezes, as decisões demoram muito, e as pessoas ficam gravemente doentes, não apenas no caso de Longuinhos," disse Horta.

Avião especial gratuito? Tratamento médico gratuito? Amigos a pagar tudo? O Sr. Presidente, por favor, poupe-nos dessas fábulas. O povo timorense não é burro. Estas declarações, recheadas de hipocrisia, são insultuosas e levantam suspeitas legítimas de que o Presidente está a mentir descaradamente.

Mentiras e cobardia

Ramos-Horta garantiu que o aluguer do avião e os custos médicos foram suportados pelos amigos dele. Mas, sejamos francos: um avião especial e cuidados médicos de alto custo não são favores que amigos fazem, nem mesmo aos mais poderosos. São histórias mal contadas que cheiram a uma tentativa de encobrir o uso indevido de dinheiros públicos.

Se Ramos-Horta não tem nada a esconder, onde estão as provas? Mostre as faturas, os registos de despesas e diga lá os nomes dos tais "amigos generosos". Não apresentar estas provas é, no mínimo, um ato de cobardia, um sinal claro de que prefere esconder-se em narrativas incoerentes e maliciosas a enfrentar a verdade de frente.

E os outros timorenses, Ramos- Horta?

Enquanto isso, milhares de timorenses enfrentam outra realidade brutal. Hospitais públicos superlotados, falta de medicamentos e equipamentos básicos, vidas perdidas diariamente por ausência de cuidados que deveriam ser garantidos pelo Governo.

E agora? Se o Presidente consegue mobilizar recursos extraordinários para Longuinhos Monteiro, por que não o faz para os cidadãos comuns, para todos os timorenses, especialmente crianças? Por que não pede aos seus amigos aviões especiais para crianças que morrem de doenças evitáveis ou para famílias que lutam desesperadamente por tratamentos que são inacessíveis em Timor-Leste?

Porque não fez o mesmo pelo Coronel António Soares da Silva, conhecido como Maukalo? Ele MERECIA! Porque não pediu aviões especiais ou tratamentos gratuitos aos seus amigos para ajudar este grande homem, que tanto fez pela libertação de Timor das garras dos indonésios? Ele fez muito mais do que Longuinhos Monteiro, mas não mereceu a sua atenção nem o cuidado necessário para uma evacuação imediata e gratuita, que poderia ter salvado a sua vida. 

Chega de hipocrisia, Ramos-Horta, chega! Ou estes tratamentos de luxo e estes aviões especiais estão reservados apenas para os seus amigos políticos?

O povo não é burro, Zé! 

Esta situação revolta muito porque reflete a desconexão gritante entre a elite política e aqueles que a mesma deveria servir. O Presidente parece acreditar que pode contar histórias mirabolantes sem consequências, mas o povo timorense vê além da fachada, vê além da hipocrisia.

Não, Sr. Presidente, não tente convencer-nos de que fretar aviões e pagar tratamentos ao coração em hospitais de Jacarta são algo que "amigos" fazem de graça. Essa narrativa é um insulto à inteligência dos timorenses e uma vergonha para a sua liderança, que já é fraquinha, muito fraquinha.

Deixo-lhe aqui um desafio, Sr. Presidente 

Ramos-Horta enfrenta agora uma encruzilhada: provar que diz a verdade e que não está a utilizar dinheiros dos cofres do Estado de forma descarada para privilegiar um amigalhaço e cúmplice nas sacanagens contra os timorenses, ou aceitar o peso de uma liderança manchada pela desconfiança e cobardia.

O povo exige e merece transparência. Não palavras, mas ações. Não histórias, mas provas. O Presidente terá coragem para enfrentar a verdade, ou persistirá como um cobarde escondido atrás de mentiras que já ninguém acredita?

Timor-Leste merece um líder que respeite a inteligência e a dignidade do seu povo. Se Ramos-Horta não consegue ser essa figura, então talvez seja hora de admitir que não está à altura do cargo que ocupa.

sábado, 25 de janeiro de 2025

Fretilin exige investigação sobre evacuação urgente de Longuinhos Monteiro para Jacarta

Timor Hau Nian Doben

A Fretilin exige uma investigação e demonstrou preocupação com a recente evacuação de Longuinhos Monteiro, ex-ministro do Interior e atual diretor-geral do Serviço Nacional de Inteligência, para Jacarta, onde recebeu tratamento médico urgente devido a um problema cardíaco.

O partido da oposição destacou uma aparente desigualdade no acesso a cuidados médicos no estrangeiro, questionando a equidade desse tipo de suporte.

De acordo com a deputada da Fretilin, Nurima Alkatiri, enquanto Longuinhos Monteiro teve acesso a financiamento para o tratamento fora do país, muitos timorenses enfrentam condições médicas igualmente graves, mas não recebem qualquer tipo de apoio. A parlamentar admitiu que o estado de saúde do antigo ministro era grave, contudo, exigiu uma investigação detalhada à evacuação.

“Queremos saber porquê que houve uma transferência tão repentina. Segundo as informações que eu obtive, o caso dele é mesmo grave mas porquê que teve prioridade na evacuação quando existem, muitos pacientes nas mesmas circunstâncias, por este motivo pedimos uma investigação rigorosa para podermos compreender esta situação”, afirmou Nurima Alkatiri.

A deputada questionou os critérios adotados pelo governo para definir as prioridades nos casos de timorenses que necessitam de assistência médica no estrangeiro, classificando-os como injustos.

“Não é justo que o povo tenha de esperar por meses para receber tratamento, enquanto outros são enviados repentinamente para o estrangeiro para se tratarem”, concluiu.

Longuinhos Monteiro foi transferido com urgência para o Hospital Harapan Kita, em Jacarta, devido a graves problemas cardíacos. A evacuação ocorreu há algumas semanas em um voo fretado pelo próprio Presidente da República, Ramos-Horta. O custo total da operação foi de 50 mil dólares, mas ainda não está claro se o Chefe de Estado arcou com as despesas do avião alugado com recursos próprios ou se utilizou verbas dos cofres do Estado.

Foto, Facebook.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Ramos-Horta fretou avião e ordenou evacuação urgente de Longuinhos Monteiro para Jacarta

Timor Hau Nian Doben em Português- Fonte STL em Tétum

Segundo o STL  Longuinhos Monteiro, ex-ministro do Interior e atual diretor-geral do Serviço Nacional de Inteligência, foi transferido com urgência para o Hospital Harapan Kita, em Jacarta, devido a sérios problemas cardíacos. A transferência ocorreu há algumas semanas, a bordo de um voo fretado pelo Presidente Ramos-Horta, cujo custo totalizou 50 mil dólares*.

Maria Gorumali Barreto, presidente da Comissão F no Parlamento Nacional,  explicou que não foi a Junta Médica quem autorizou a evacuação de Longuinhos Monteiro, mas uma decisão pessoal e direta do Presidente da República, José Ramos-Horta. 

Segundo Barreto, foi o próprio chefe de Estado quem fretou o avião, sem qualquer envolvimento do Ministério da Saúde.

"Este paciente não recebeu tratamento especial em comparação com outros. Ele seguiu todos os procedimentos da Junta Médica, mas, devido à intervenção direta do Presidente da República, foi transferido imediatamente num voo charter, sob responsabilidade presidencial, sem a participação do Ministério da Saúde", afirmou Maria Barreto ao STL.

De acordo com os especialistas em cardiologia do Hospital Nacional Guido Valadares, o estado de saúde de Longuinhos Monteiro era grave, exigindo uma transferência urgente para o estrangeiro.

Maria Barreto também ressaltou que não sabe quem custeou a evacuação de Monteiro para a Indonésia, questionando se o Presidente da República utilizou recursos próprios ou públicos. 

"Só Ramos-Horta pode esclarecer essa dúvida", acrescentou.

A intervenção direta e pessoal de Ramos-Horta tem gerado muitas questões, principalmente no que diz respeito à desigualdade no acesso aos cuidados de saúde, considerando que outros cidadãos timorenses em situação semelhante à de Longuinhos Monteiro podem não ter o mesmo tratamento.

Em entrevista ao STL, Constantino Ximenes "Nehek", veterano das FALINTIL, criticou essa situação e reforçou a necessidade de o governo garantir acesso a cuidados de saúde de qualidade para todos os timorenses.

“Não se pode privilegiar apenas os veteranos ou membros do governo. A saúde deve ser igual para todos", destacou "Nehek".

*  Timor Hau Nian Doben

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Secreta timorense passa para tutela de ministro da Presidência de Conselho de Ministros

23 jan 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, delegou a tutela do Serviço Nacional de Inteligência ao ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Agio Pereira, informou hoje o Governo.

“Delego no ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Agio Pereira, as minhas competências sobre o Serviço Nacional de Inteligência”, pode ler-se no despacho do primeiro-ministro timorense, divulgado na página oficial do Governo.

O despacho justifica a decisão com a “importância de assegurar uma tutela efetiva no acompanhamento do Serviço Nacional de Inteligência na sua importante missão de produção de informações que contribuam para a salvaguarda da independência e dos interesses nacionais, da segurança interna e externa, e da prevenção do terrorismo, da espionagem e da criminalidade organizada”.

Outra justificação referida no despacho é a “presidência do Fórum de Inteligência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, plataforma que promove a cooperação, a partilha de conhecimento e a troca de experiência em temas estratégicos como economia, educação, inovação, segurança, sustentabilidade e governança entre os países membros da CPLP”.

O antigo Procurador-Geral da República e comandante-geral da Polícia Nacional de Timor-Leste Longuinhos Monteiro é desde setembro de 2023 o diretor-geral do Serviço Nacional de Inteligência de Timor-Leste.

MSE // APL Lusa/Fim

Foto, Facebook.

Carro alvo de disparos por indivíduo desconhecido em Díli


O deputado da Comissão B, Natalino dos Santos, exigiu à polícia timorense que se  faça uma investigação minuciosa ao carro que foi alvo de disparos por indivíduo desconhecido, ontem, em Díli.

O incidente ocorreu nas proximidades da companhia Lisun e envolveu indivíduos que ainda não foram identificados.

Natalino Dos Santos, classificou o episódio como um possível crime organizado. Durante a entrevista à imprensa no Parlamento Nacional, na quarta-feira , o representante do povo salientou a gravidade do caso e solicitou prontidão no apuramento dos factos.

“Consideramos que o que aconteceu é um crime e podemos classificá-lo como crime organizado. Por isso, pedimos à Polícia Nacional de Timor Leste , especialmente à Polícia Nacional de Investigação Criminal  e à Polícia Científica e de Investigação Criminal, que investiguem para determinarem quem disparou contra o veículo,” declarou Natalino.

O deputado frisou ainda que , “segundo as leis timorenses, apenas duas instituições têm permissão para estar na posse de armas de fogo: a Polícia Nacional de Timor-Leste e as FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL). Qualquer uso de armas de fogo por parte de indivíduos ou organizações fora dessas entidades é considerado ilegal”.

Natalino dos Santos reforçou também a necessidade de as investigações serem conduzidas rapidamente para se identificar os responsáveis e submeter os mesmos ao Ministério Público. 

“É necessário identificar os responsáveis para que possam ser submetidos ao Ministério Público e serem responsabilizados pelos seus atos", afirmou.

O deputado reforçou que caso seja confirmado o envolvimento de membros das instituições autorizadas a transportar armas, os mesmos deverão responder de acordo com a lei. 

Dos Santos sublinhou ainda que esse tipo de ação é importante para manter a confiança da população nas forças de segurança e evitar o aumento de insegurança e medo na sociedade.

A investigação prossegue como prioridade para esclarecer o caso e reforçar a legalidade no uso de armas em Timor-Leste.

Foto, Facebook.

Timor Hau Nian Doben com STL

SEATOU concretiza expansão para comunidade entre Matadouro e Ailok Laran

Timor Hau Nian Doben

A Secretaria de Estado dos Assuntos de Toponímia e Organização Urbana (SEATOU) deu início, na passada terça-feira, à expansão dos seus serviços nas comunidades situadas ao longo da estrada que liga o Matadouro a Ailok Laran, em Díli.

O projeto inclui áreas isoladas, como Mota Maloa, e faz parte de um esforço governamental para aprimorar a infraestrutura da capital.

De acordo com o plano, novos trechos de estrada serão construídos para ligar o Matadouro a Mota Ibun Maloa e Ailok Laran. A via passará pelo Ministério da Educação e pelo cruzamento de Tuana Laran, ampliando o acesso às regiões periféricas e melhorando a mobilidade.

Durante uma reunião na Sede Suku Vila Verde, o Secretário de Estado, Germano Santa Brites Dias, destacou a importância da colaboração comunitária no desenvolvimento do projeto.

O plano também prevê melhorias nas estradas urbanas e rurais, com exigência de uma largura mínima de 10 metros para as novas vias.

A execução ficará a cargo do Ministério das Obras Públicas , contando com a participação da população em tarefas como levantamento de áreas, remoção de pedras e limpeza de terrenos. Essas informações serão essenciais para calcular custos e ajustar o orçamento.

“A colaboração da comunidade é indispensável. Ela garante o sucesso do projeto e facilita tarefas como construção e manutenção da infraestrutura”, reforçou o Secretário Germano.

Francisco dos Santos, Secretário de Planejamento e Investimentos de Desenvolvimento Municipal de Díli, reiterou a visão do governo:

“O governo trabalha para organizar e melhorar a vida da população, nunca para prejudicá-la.”

A coordenação do projeto é realizada por uma equipa conjunta composta pela SEATOU, o Ministério da Justiça (Direção de Terras e Propriedade), o Ministério das Obras Públicas e autoridades locais. 

O objetivo é assegurar uma implementação eficiente e participativa, garantindo o apoio da comunidade em todas as etapas.

Fonte, Jornal Independente em Tétum 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Insatisfeitos com lista de veteranos timorenses devem apresentar reclamação - ministro

Díli, 22 jan 2025 (Lusa) – O ministro dos Assuntos dos Combatentes da Libertação Nacional de Timor- Leste disse hoje que as pessoas insatisfeitas com a nova lista de veteranos devem apresentar a sua contestação e reclamação, conforme previsto na lei.

"A lista dos novos veteranos já foi completamente publicada e o que se pede é que todos apresentem reclamações e contestações, caso existam", afirmou o ministro Gil da Costa Monteiro, quando questionado pela Lusa sobre as críticas feitas por deputados e cidadãos timorenses à nova lista.

A nova lista, publicada na semana passada, atualizou o número de veteranos para 92.591 contra os 124.782 existentes em 2009, recebendo críticas de alegados veteranos em vários municípios e de deputados da oposição no parlamento nacional.

Segundo o ministro, as pessoas que desejem reclamar ou contestar a lista devem preencher um formulário no seu município de origem para ser enviado para o Conselho de Combatentes da Libertação Nacional, que depois encaminhará o caso para as autoridades competentes para análise.

"A verificação da lista de veteranos de 2009 foi feita nos municípios. Pretende-se que as reclamações sejam igualmente apresentadas localmente, em vez de serem levadas diretamente ao ministro a nível nacional", afirmou Gil da Costa Monteiro.

Para o ministro, qualquer reclamação deve seguir as “regras e a lei e o prazo de 60 dias para contestação”.

“Por isso, apelo para que apresentem as reclamações dentro das regras”, afirmou o governante.

Gil da Costa Monteiro destacou também que, para resolver as polémicas em torno desta lista, o ministério seguirá apenas o que está estipulado na lei, pedindo aos cidadãos que confiem no trabalho do Ministério dos Combatentes da Libertação Nacional.

DPYF/MSE // CAD 

Lusa/Fim